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    November 24

    Contratos de Gaveta

    "Contrato de Gaveta" é o nome dado ao contrato de transferência de financiamento, ou seja, o mutuário original vende o imóvel, mas não comunica a operação ao agente financeiro. O financiamento existente do imóvel é repassado ao novo comprador pelo proprietário do imóvel. Esse processo é muitas vezes ilegal e burocrático. Os principais riscos do contrato de gaveta estão relacionados à possibilidade de, mesmo havendo um registro em cartório de transação, não haver reconhecimento da operação na Justiça. A vantagem desse tipo de contrato é que o valor da prestação permanece o mesmo e não sofre o reajuste de 35%, conforme determinam as normas de reajuste de tranferência de financiamento.

    E as pessoas que já possuem financiamento da Casa Própria. Vale a pena quitar a dívida?

    Há vantagem em: - liquidar a dívida pelo número de prestações restantes, desde que o total seja inferior ao saldo devedor com desconto, e desde que seja usado somente o FGTS; - transferir o contrato do Sistema Hipotecário para o SHF, porque haverá redução das taxas de juros, a prestação não poderá ultrapassar 30% da renda do mutuário e o dinheiro do FGTS poderá ser usado. Há desvantagem em: - liquidar a dívida antecipadamente pelo valor do saldo devedor com desconto de 30% a 50%, ainda que seja com dinheiro do FGTS; - transferir o contrato do Sistema Hipotecário para o SHF, quando o mutuário tem interesse em reclamar na justiça a correção de 84,32% do Plano Collor e ainda pedir a substituição da TR pelo INPC na atualização do saldo devedor.

    Atenção com o saldo devedor!

    Na Tabela Price o percentual de comprometimento da renda ao final do financiamento é bem superior às demais, mesmo adotando uma taxa de juros idênticos. O Sistema Financeiro de Habitação e a correção pela tabela SAC oferecem uma melhor opção de amortização do saldo devedor, dependendo da disponibilidade de caixa do cliente. É preciso ser cliente do banco para obter um financiamento imobiliário junto à instituição.

    Não se esqueça!

    Na hora de planejar o financiamento de seu imóvel, avalie as taxas de juros e os prazos de financiamento, mas também a tabela de amortização, os valores dos seguros, o tipo de crédito (SHF, SFI ou CH) e, ainda, os encargos de contratação e administração.

    Uso do Fundo de Garantia

    A legislação brasileira permite ao trabalhador retirar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar parcelas do financiamento ou dar entrada no pagamento dos imóveis. Somente a Carteira Hipotecária não permite a utilização do FGTS na entrada ou para quitar o financiamento. Essa é a modalidade mais livre de financiamento, logo, a mais perigosa. Não há restrições sobre o valor do financiamento e do imóvel, o uso de tabelas de amortização, as taxas de juros e a correção, o percentual financiado ou a finalidade do imóvel. Fonte: Conselho Regional de Economia do Distrito Federal.

    O que é SHF - Sistema Financeiro da Habitação

    Há 39 anos o Governo Federal criou o Sistema Financeiro de aquisição da casa própria para estabelecer regras de correção monetária (com o valor dos juros) nos contratos imobiliários de interesse social. Hoje, esse sistema é um tipo de financiamento que permite comprar imóveis residenciais novos e usados. Pode ser feito por quase todos os bancos que oferecem caderneta de poupança. Contudo, para conseguir o dinheiro é necessário obedecer a condições específicas. Três pontos principais são observados pelas instituições na hora de conceder o empréstimo: renda, capacidade de pagar as dívidas e idade do contratante. como os contratos em geral são de longa duração, algumas instituições exigem que o interessado, no final do contrato, não tenha mais que 70 anos. Os planos e suas características - Existem hoje no mercado três tipos de crédito imobiliário: Sistema Financeiro de Habitação (SHF), Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e Carteira Hipotecária (CH). A Carteira Hipotecária (CH) e o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) têm maior flexibilidade para a taxa de juros e para o valor financiado. Já no caso do Sistema Financeiro de Habitação (SHF), as regras estão definidas - prazo, taxa máxima e valor financiado não podem ser alterados e são controlados pelo Banco Central. Já o Sistema Financeiro Habitacional (SHF) permite amortização da dívida pela Tabela Price e pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). No sistema Financeiro Imobiliário e na Carteira Hipotecária não há limitações quanto a juros e quantia financiada. Isso exige uma atenção redobrada na hora de fechar o contrato, para não cair numa proposta à primeira vista muita camarada, mas cara. Fonte: Conselho Regional de Economia do Distrito Federal.

    November 02

    Controle sobre o seu dinheiro

    Para ter controle sobre o seu dinheiro e não terminar o mês abarrotado de dívidas, o primeiro passo é organizar a sua lista de contas, despesas e salário; o segundo é manter-se firme diante das tentações do consumo, sem gastar mais do que você pode. Aprenda a fazer economia em casa, no uso de telefone, da energia elétrica, do gás e da Internet. Evite o desperdício. Não aumente suas despesas fixas com bens que exijam manutenção. O carro é um bom exemplo disso. Esqueça o Cheque Especial e o Cartão de Crédito. Se for necessária a utilização, fique com a opção mais barata. Jamais tome dinheiro emprestado com agiotas. Essa é a pior alternativa para quem está precisando de dinheiro. Faça uma lista das despesas. Desse modo você terá condição de saber com o que você está gastando o seu dinheiro. Vá ao supermercado com uma lista de compras definida. Procure fazer uma reserva de dinheiro para as emergências, pois elas acontecem na vida de qualquer pessoa. Lembre-se de considerar nas despesas as prestações e os cheques pré-datados. Torne o ato de poupar um hábito na sua vida. Se você quiser aplicar o seu dinheiro, escolha um banco confiável e prefira uma opção mais segura de investimento, como a Caderneta de Poupança ou os Fundos de Renda Fixa. Seja criterioso e não compre por impulso. Escolha antecipadamente o produto. Isto facilita a pesquisa de preços, que é essencial para conciliar qualidade e custo reduzido. Comprar a prazo deve ser sua última opção. Negocie com os vendedores. Peça descontos nas compras a vista e não acredite em vendas a prazo sem juros. Preste atenção na qualidade do produto e nos preços anunciados na vitrine. Se, mesmo depois de negociar com os vendedores ou o gerente, você não tiver conseguido seu merecido desconto na compra a vista, não se acanhe. Procure o produto em outro estabelecimento, que dê desconto na compra à vista. Caso o produto seja vendido parceladamente, mas "sem juros", compre a prazo, aplicando o restante do dinheiro disponível no banco. Mantenha seu nome fora do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e das listas de "Emitentes de Cheques sem Fundos" dos bancos. Evite ao máximo pagar com cartão e depois entrar no crédito rotativo (pagamento mínimo de fatura com rolagem da dívida para o mês seguinte). Os juros são tão elevados, que podem levar à inadimplência. O mesmo alerta vale para quem entra no limite do cheque especial. Não faça negócios com cheques pré-datados. O cheque é pago, ou devolvido, independentemente da data. Assuma compromissos que você possa cumprir. Na negociação de uma dívida, leve isso em consideração para não ficar muito "apertado". Assuma suas possibilidades reais de pagamento. Exija a nota fiscal para garantir seus direitos e a eventual troca do produto. Fonte: Conselho Regional de Economia do Distrito Federal.

    Taxas médias de juros cobradas nos diferentes tipos de empréstimos

    Compare as taxas médias de juros cobradas nos diferentes tipos de empréstimos ou crédito (Junho de 2005). Veja se vale a pena! Cartão de Crédito (10,26% ao mês ou 222,86% ao ano); Cheque Especial (8,22% ao mês ou 158,04% ao ano); Empréstimo Pessoal - bancos (5,83% ao mês ou 97,38% ao ano); Empréstimo Pessoal - financeiras (11,85% ao mês ou 283,38% ao ano); Crédito com Desconto em Folha (valor de maio/2005) (2,6% ao mês ou 35,6% ao ano). Fonte: Pesquisa Mensal de Juros da ANEFAC e Banco Central. Observação: Estes valores se referem as médias entre as instituições financeiras. Portanto, em algumas delas este valor pode ser bem maior.

    Você Sabia?

    O Procon pode negociar sua dívida no cartão de crédito. Se necessário, use este serviço, que é gratuito. E mais, algumas administradoras de cartões de crédito podem comprar a sua dívida e financiá-la para você com taxas menores. Pode ser uma opção. Fonte: Conselho Regional de Economia da 24ª Região/RO.

    Crediário ou não?

    Compras a vista são sempre a melhor opção! Não se esqueça de que as taxas de juros estão embutidas no preço de tabela. Compre a vista e peça desconto. Isso quer dizer que o comerciante, quando anuncia que o preço do produto não aumenta com o parcelamento, já colocou os juros no preço anunciado. Por isso, vale a pena pedir o desconto no pagamento a vista. Fonte: Conselho Regional de Economia do Distrito Federal.

    O crédito com desconto em folha

    Mais recentemente, foi criada uma nova modalidade de crédito pessoal: o crédito com desconto em folha, ou seja, cujas prestações serão descontadas diretamente de seu contracheque. Esta linha de crédito tem sido apresentada como uma alternativa favorável, por ter taxas de juros baixas. Porém, segundo o Banco Central, a taxa de juros média deste tipo de empréstimo era, em maio de 2005, de 36,07% ao ano, ou 2,6% ao mês. (Em algumas instituições financeiras este valor pode ser bem maior.) Isto significa que, se você tomar um empréstimo de R$ 1.000,00, pagará nada menos que R$ 360,72 de juros por ano. Outro alerta a ser feito é que seu salário já virá descontado da parcela a pagar do empréstimo, ou seja, você não terá a menor possibildade de destinar esta quantia para outro fim que não o pagamento do empréstimo. Fonte: Conselho Regional de Economia de Minas Gerais.

    Cuidado com o Cheque Especial

    O cheque especial é um produto geralmente oferecido pelas instituições bancárias. As taxas de juros cobradas pelas facilidades que esse produto oferece são altíssimas, mas não são ilegais. Além de ser uma forma muito cara de ser ter dinheiro, há também as tarifas cobradas pelo banco para que você tenha direito a esse recurso - tarifas de contrato, de cadastro, de manutenção de conta corrente e outros produtos oferecidos pelos bancos. Você tem um grande problema quando começa a contar com o crédito do cheque especial, como se ele fizesse parte da sua renda, e no final do mês você só paga os juros. Como sair desse atoleiro? - Seja honesto (a), o que causou este problema? A primeira coisa a fazer é saber como isso aconteceu. - As dificuldades são temporárias ou é um descontrole permanente? Se foi um problema isolado, menos mal. As coisas logo vão voltarao normal. Se todo mês o problema persiste, você vai cabar dependente do cheque especial, e suas chances de pagar suas dívidas ficam mais distantes a cada dia. E agora, o que devo fazer? 1. Faça a contabilidade de seus gastos com base no seu salário real. Veja o que é dispensável e não assuma novos compromissos. 2. Procure informar-se com o gerente do banco sobre outras linhas de crédito. As instituições financeiras possuem um produto chamado linha de crédito pessoal, que, normalmente, oferece juros menores. Verifique em quantas vezes a dívida poderá ser parcelada através dessa linha de crédito. Certifique-se de que o valor das parcelas não desequilibra a renda mensal. 3. Vale a pena tentar renegociar a dívida, com taxas de juros diferenciadas, quando o descontrole for grande. Consulte um economista para ajudá-lo nesse tipo de negociação. Porém, em se tratando de uma renegociação, o cheque especial e outras linhas de crédito serão canceladas. 4. Trabalhe no limite de sua renda mensal, nunca gaste a mais e tente cortar despesas, para não precisar novamente do cheque especial. O desequilíbrio começa aí, pois você já tem uma dívida negociada e não pode endividar-se mais. O cheque especial não tem vantagens? Para quem sabe usar, o cheque especial é um ótimo recurso em emergências: - O cheque especial evita o risco de devolução de cheques. Não é aconselhável dar cheques pré-datados, mas, se um "cheque pré" entrar antes do combinado, o cheque especial cobre o buraco; - O cheque especial é mais aceito no comércio do que o cheque comum; - é uma espécie de amortecedor, em caso de gastos não previstos, evita que você tenha que recorrer a alguém para pedir dinheiro emprestado, já que o limite do cheque especial e pré-aprovado pelo banco. Fonte: Conselho Regional de Economia do Distrito Federal.

    Cartão de Crédito: facilidades e problemas

    Existe um ensinamento básico: cartão de crédito não pode ser utilizado por quem não consegue controlar suas despesas. O dinheiro de plástico, como é chamado por muitos, é bastante cômodo, mas é preciso ter muito cuidado com os riscos de sua utilização. Apesar das facilidades que o cartão de crédito oferece - saques em dinheiro, compras parceladas, crédito rotativo - as taxas de juros praticadas são as mais altas do mercado brasileiro, perdendo apenas para os agiotas. Por que as lojas aceitam cartão de crédito? - Porque o cartão contribui para o crescimento das vendas, pois você não se dá conta de que está gastando mais do que possui; - O cartão de crédito é uma garantia de recebimento para o lojista. A operadora do cartão sempre vai pagar-lhe, desde que ele tenha seguido suas instruções; - O cartão de crédito oferece algumas vantagens: maior segurança contra roubo, já que você não precisa andar com dinheiro; - É uma linha de crédito bastante aceita pelos lojistas; - Você ganha prazo de 30 a 35 dias para efetuar os pagamentos; - As compras podem ser parceladas sem juros e você ainda ganha brindes das operadoras, conforme o quanto você usa o cartão. Só há um problema: se você não pagar em dia, vai dever muito mais que antes, por causa das altas taxas de juros. Não caia nos juros do cartão! Para que você não tenha que pagar os juros do cartão de crédito, efetue, sempre em dia, o pagamento de suas faturas em seu valor total, e não financie a dívida do cartão. Não utilize também o parcelamento através do cartão de crédito, porque, na verdade, não existe venda a prazo sem juros, uma vez que existe o "custo do dinheiro no tempo", que é repassado para o valor das parcelas. Quando puder optar, ou, em caso de uma negociação, prefira sempre o desconto no preço a vista. Guarde seus comprovantes de compra e confira sempre o extrato do cartão. Essa medida simples evita aborrecimentos, como a cobrança por compras não realizadas. E lembre-se: use apenas um cartão. Com vários cartões, além de aumentar o número de anuidades que você terá que pagar, ficará ainda mais difícil controlar suas despesas pagas com cartões de vencimentos diferentes. O que fazer para financiar a dívida do cartão? - Procure uma linha de crédito alternativa, como o crédito pessoal, que custe menos que o cartão de crédito (juros menores). Pegue dinheiro emprestado através dessa fonte de financiamento e pague totalmente o cartão de crédito. Evite sacar dinheiro com o cartão de crédito. Lembre-se de que os juros cobrados são muito altos. Se a opção do saque for inevitável, procure pagar o mais rapidamente possível, já que isso significa menos juros. Em junho de 2005, a taxa de juros do cartão era, em média, de 10,26% ao mês (ou 222,86% ao ano) e a do crédito pessoal (concedido por bancos) era, em média, de 5,83% ao mês (ou 97,38% ao ano). (Fonte: Pesquisa Mensal de Juros da ANEFAC). - Em caso de endividamento tanto no cartão de crédito quanto no cheque especial, procure fazer um único financiamento, que resolva os dois problemas e permita-lhe pagar a dívida parceladamente com juros menores. Troque todas as dívidas por uma, usando uma linha de crédito pessoal. - Algumas instituições financeiras fazem uma "troca" com suas dívidas e arcam com o risco de você não pagar a dívida do cartão. Essas empresas transferem para elas a dívida do cartão da outra instituição financeira com desconto e redução de juros. Para tanto, você tem que negociar a transferência do risco de um banco para outro. Depois, busque uma fonte mais barata de financiamento e liquide a dívida. Cuidado com as armadilhas do dinheiro fácil! - Algumas empresas, as chamadas "Financeiras", apresentam propostas sedutoras de crédito - Dinheiro na hora! Sem avalista! Sem comprovação de renda! Cuidado! as facilidades podem esconder armadilhas. Esses contratos costumam prever um número mínimo de parcelas para pagamento, além de juros mais altos do que a média dos bancos. A mistura de juros altos e poucas parcelas pode ser explosiva. No final, este tipo de crédito pode sair muito caro... Em junho de 2005, esta modalidade de crédito apresentava taxas de juros mensais equivalentes ao dobro das cobradas por empréstimos pessoais concedidos pelos bancos. Fonte: Conselho Regional de Economia do Distrito Federal.

    Dicas de Orçamento Familiar

    Gastar é muito mais fácil, o problema é saber COMO e em QUÊ gastar, consumir, poupar e aplicar. O objetivo de Dicas de Economia e Finanças é o de facilitar o entendimento de alguns mecanismos financeiros que devoram os rendimentos, ajudar aqueles que estão com problemas financeiros e evitar que os mesmos aconteçam no futuro. Estatisticamente, a maioria dos consumidores, usuários de cheques, cartões de créditos e financiamentos em geral repetem os erros e aumentam seu endividamento, às vezes perigosamente. O bom orçamento familiar é resultado do conhecimento e da informação e, portanto, não deve ser tratado de forma improvisada, pois o dinheiro nos desperta as impulsões mais variadas. Gerir um orçamento doméstico significa primeiro saber acompanhá-lo nos mínimos detalhes e aprender a fazer projeções e gastos. Antes de tomar qualquer atitude, faça uma análise honesta e cuidadosa da sua situação financeira. O mais importante é listar tudo - tudo mesmo - que você gasta e que você ganha. Lembre-se: dificilmente ganhamos mais do que precisamos, uma vez que, geralmente, quanto mais ganhamos, mais gastamos!, em outras palavras, faça as contas antes!. Caso você gaste mais do que ganha, tome uma atitude já, para equilibrar as contas. O caminho é aumentar a renda e cortar os gastos. Identifique quais são os tipos de despesas que mais estão pesando em seu orçamento, e quais podem ser cortadas ou reduzidas.

    Fonte: Conselho Regional de Economia de Minas Gerais.